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Adaptando prédios para pessoas idosas

Novas propostas de empreendimentos trazem adaptações que levam em consideração a qualidade de vida da população idosa

 

A arquitetura residencial, principalmente quando se trata de condomínios de apartamentos, precisa sempre levar em conta as necessidades coletivas dos moradores.

No Brasil, um levantamento recente do IBGE apontou que pessoas com 60 anos ou mais representam 14,7% da população, somando um total de 31,23 milhões de idosos.

Nos Estados Unidos, por exemplo, a expectativa é de que, em duas décadas, a população acima de 65 anos irá ultrapassar a de jovens abaixo de 18 anos. Com o aumento crescente da expectativa de vida e a redução das taxas de natalidade, esses números tendem a se tornar cada vez mais significativos.

Pensando nas demandas desse público, muitos novos empreendimentos do mercado imobiliário têm considerado em seus projetos aspectos como o bem-estar, a saúde e a qualidade de vida da população idosa. Outros prédios, já existentes, têm realizado renovações e adaptações em sua estrutura, para atender a essas pessoas.

 

 

Um imóvel que respeita e leva em conta a população sênior deve ser inclusivo e acessível, valorizando aparatos que contribuam para a vida saudável e a socialização do morador idoso.

Alguns pilares precisam ser considerados, na realização de um projeto com foco em inclusão de pessoas idosas, para que elas se mantenham ativas: saúde, aprendizado contínuo, participação social e segurança/proteção.

 

 

Adaptações nos imóveis

No que diz respeito à estrutura física de uma construção acessível para a população idosa, é importante observar os seguintes itens:

  • As áreas comuns precisam ser agradáveis e bem iluminadas.
  • A quantidade de móveis e tapetes deve estar de acordo com a fácil mobilidade e circulação dos usuários.
  • Barras de apoio devem ser instaladas, principalmente nos banheiros e áreas molhadas, como piscina, sauna e vestiário.
  • É preciso pensar em espaços para sentar que sejam seguros, confortáveis e cercados por áreas verdes.
  • Os pisos devem ser antiderrapantes, com rampas, corredores e elevadores largos o suficiente para cadeiras de rodas.
  • Os espaços precisam conter sinalizações/comunicações adequadas, tanto visuais quanto sonoras.

 

 

 

Nos projetos inclusivos, tanto a segurança física quanto emocional dos moradores idosos é contemplada. Há muitos prédios em que, além da estrutura adaptada, funcionários especializados são contratados para atender a essas pessoas.

Outros empreendimentos oferecem serviços como fisioterapia, massagem ou hidroginástica. Há também condomínios que disponibilizam ambulâncias e enfermeiros, para atendimento emergencial.

Opções mais avançadas de cuidado aos moradores idosos ou com mobilidade reduzida incluem automação (comandos de voz para controle de iluminação e temperatura, por exemplo) e até mesmo robôs, que auxiliam nas atividades dentro de casa.

 

 

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