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Os novos formatos de trabalho

Home office e modelos híbridos de trabalho têm sido adotados para lidar com as demandas da atualidade

 

A chegada do Dia do Trabalhador traz questionamentos sobre a maneira como o trabalho tem mudado, ao longo das últimas décadas. Especialmente no ano passado, devido às medidas de isolamento social, novos modelos de prestação de serviços acabaram sendo criados, muitos deles amparados pelas evoluções tecnológicas.

Essa mudança de mentalidade (e de necessidades) provocou também alterações e adaptações no espaço físico no qual trabalhamos. Nossas casas tiveram de ser adaptadas às demandas do trabalho remoto, já que o home office se tornou o novo formato padrão, em muitas empresas, para preservar a saúde de seus colaboradores. Já aos prestadores de serviços essenciais, que não tiveram a opção de permanecer em casa durante a pandemia, devemos nossa eterna gratidão.

Em pesquisa recente junto ao público de nossas redes sociais, perguntamos aos seguidores da Esquema Imóveis qual é sua situação atual de trabalho. Entre as respostas, 58,5% afirmaram que estão trabalhando 100% em home office, 27% se encontram em formato híbrido (home office e presencial) e 14,5% disseram que atualmente trabalham de forma 100% presencial.

Já no que diz respeito ao futuro, perguntamos como as pessoas gostariam de continuar trabalhando, pós-pandemia. A maioria optou pelo regime híbrido (50%), enquanto 27,5% responderam que optariam pelo trabalho totalmente presencial e 22,5% prefeririam permanecer todo o tempo em home office.

Quando se fala sobre os desafios enfrentados, trabalhando de casa, a maioria (38,5%) aponta o afastamento da equipe como o principal obstáculo. O homeschooling e o convívio com a família em tempo integral foi considerado por 29,5% como um desafio do home office. A dificuldade de se desconectar foi citada por 26,5% e a falta de estrutura para trabalhar por 5,5% do nosso público.

 

Ter uma estrutura adequada para trabalhar é essencial para o sucesso do formato home office

 

Quando perguntados sobre o que mais sentem falta do trabalho presencial, nossos seguidores falaram sobre o convívio com os colegas e as confraternizações (41%), o compartilhamento de ideias (35,5%) e uma estrutura de trabalho adequada (23,5%). Essas respostas revelam um pouco sobre a realidade que estamos vivenciando, repleta de aprendizados e adaptações.

 

Novos conceitos, novas possibilidades

Um dos primeiros passos para que uma empresa possa transitar de maneira orgânica neste novo contexto de trabalho é perceber que a tecnologia é nossa principal aliada. Na era da informação, os sistemas corporativos engessados e avessos a mudanças serão engolidos pelas organizações inovadoras, flexíveis e alinhadas às tendências globais. Cada vez mais, as pessoas buscam um equilíbrio entre vida pessoal e profissional, além de satisfação em seu trabalho. São transformações que já ocorrem há algumas décadas, mas que foram aceleradas com a pandemia.

A tecnologia certamente revolucionou nossa maneira de realizar uma enorme variedade de tarefas. Hoje em dia, até mesmo no mercado imobiliário é possível realizar negociações de forma totalmente digital, por meio de ferramentas seguras e confiáveis. Além disso, as pessoas podem trabalhar praticamente de qualquer lugar, contanto que estejam conectadas à internet, e muitas empresas disponibilizam seus dados em rede, na nuvem, para que os funcionários possam acessar a qualquer momento. Por isso, o conceito de escritório se modificou: nos tempos em que vivemos, o office também pode ser nossa casa. Consequentemente, passamos a buscar a ampliação dos espaços, para que o viver e o trabalhar pudessem acontecer de maneira confortável e harmoniosa.

 

Muitas pessoas passaram a buscar casas mais amplas, adequando seus espaços ao trabalho remoto

 

Aqui entra a importância de criar um local adequado e ter uma rotina constante, preferencialmente com horários definidos, para trabalhar de forma remota. Mesmo no trabalho à distância, ou até por conta dessa distância, é preciso estabelecer limites e ser capaz de se desconectar; do contrário, o profissional corre o risco de sofrer um burnout. Somado à dificuldade de lidar com o isolamento social, esse cansaço excessivo, tanto físico quanto emocional, pode levar ao esgotamento e até à depressão.

Por outro lado, trabalhar de casa também oferece inúmeras vantagens. Estudos indicam que as pessoas são mais felizes quando não precisam perder várias horas de seu dia no trânsito. O contato mais próximo com familiares e animais de estimação, que muitas vezes eram vistos apenas durante a noite, também ajuda a tornar mais leve a rotina diária de trabalho de muitos profissionais em home office. Além disso, a pandemia provocou mudanças na maneira como as pessoas encaram suas refeições, já que muitos passaram a buscar soluções mais saudáveis e ao mesmo tempo práticas, pois foram obrigadas a cozinhar mais em casa.

A mudança mais extraordinária, no entanto, foi na maneira como encaramos as conexões humanas. Já não precisamos mais de papéis impressos para comunicar nossas ideias, ou de reuniões presenciais para ter uma conversa. Descobrimos que as videoconferências podem nos fazer poupar tempo e economizar recursos que seriam despendidos em longas viagens. A praticidade e a simplicidade nos processos passaram a ser ainda mais valorizadas. Este é o mundo da rapidez, da eficiência, da conexão. Também é o mundo da criatividade, porque nada é mais essencial para conseguir inovar do que ser criativo e se manter aberto ao que o mercado está demandando.

A atualização da mentalidade vale tanto para empregadores quanto colaboradores: os formatos de trabalho são fluidos e continuarão mudando, evoluindo e se adaptando à realidade de cada tempo. Existe um conceito norte-americano bastante recente, chamado smart working (trabalho inteligente). Ele aborda o fato de que as empresas precisam repensar sua abordagem com relação ao trabalho, já que muitas pessoas – especialmente os profissionais mais jovens – estão optando por buscar um novo emprego quando não se sentem realizadas. Atualmente, o tempo tem sido visto como um bem mais precioso do que o dinheiro. Além disso, muitas pessoas se mostram mais produtivas e criativas trabalhando fora de um ambiente corporativo, sem estarem fechadas em um escritório ou presas a um horário comercial. No entanto, há também diversos profissionais que carecem da troca de ideias e da interação humana. O grande desafio do smart working é definir estratégias para acompanhar e avaliar os resultados das equipes, seja no home office, nas atividades presenciais ou em formatos híbridos.

O futuro do trabalho, de acordo com especialistas, é um modelo que possa se adequar às mudanças sociais, culturais, tecnológicas e econômicas. Empresas bem sucedidas têm verificado que dar liberdade e permitir o empoderamento de seus colaboradores traz bons resultados e faz com que todos evoluam juntos. São essas empresas que têm crescido durante a crise, aprendendo a encarar as mudanças com maturidade e inteligência. Nesse contexto, o colaborador é capaz de ver sua atividade profissional não como um simples emprego, para pagar as contas, mas como um trabalho que agrega algo importante à sua vida.

 

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