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Quotidiano – Dia 40

Puxa, diário. A cada novo dia, percebemos o quanto o convívio com os amigos e colegas de trabalho é importante nas nossas vidas. São das pequenas coisas que sentimos falta: a troca de ideias que enriquece tanto o trabalho, as brincadeiras que deixam o clima descontraído durante o expediente, as conversas na hora do almoço e no happy hour

Por isso, receber contribuições da nossa equipe é sempre uma grande alegria, porque nos lembra que ainda somos uma família, unida e forte – mesmo à distância. Hoje, quem nos enviou um vídeo foi a corretora Suely Nishi. Ela fez um tour por uma casa no condomínio de campo Fazenda da Grama:

 

 

A quarta-feira também foi dia de live no nosso Instagram, com Emílio Terron, professor e mestre em Filosofia pela PUC. O papo-cabeça envolveu questionamentos sobre como lidar com os eventos que mudam o curso de nossas vidas. Vale a pena conferir:

 

 

Uma coisa que temos percebido, diário, é que com o passar das semanas fomos perdendo um pouco o medo… ou aprendendo a lidar com ele. Quando entramos na quarentena, a ansiedade com relação ao desconhecido era enorme: não sabíamos direito como seriam os processos de trabalho, o convívio em tempo integral com a família, o risco de contaminação lá fora.

“O que caracteriza o medo é uma prontidão para a ação. Quando a gente sente medo, vão se intensificando os sinais corporais, o foco da atenção, e isso caminha para uma espécie de encruzilhada: ir em frente, atacar, recuar, fugir. Encontrar defesas para aquele objeto que é a causa do medo”, afirmou o psicanalista Christian Dunker, em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo.

Nossa resposta ao medo foi AGIR. Agora, pelo menos já temos um pouco mais de segurança para afirmar que estamos sobrevivendo bem à crise, na medida do possível. Passamos por esses quarenta dias lutando diariamente, superando nossos medos e aprendendo novas formas de encarar os obstáculos. Falta pouco para voltarmos às ruas (assim esperamos…), mas, independentemente disso, já sabemos que sairemos dessa muito mais corajosos!

 

Dica do dia

Voltamos a indicar um livro, desta vez para provocar reflexões sobre nossa relação com a natureza: Ideias para adiar o fim do mundo, de Ailton Krenak. Agora que estamos afastados das áreas abertas, é impressionante como sentimos falta do verde… Então, que tal pararmos para pensar no que podemos fazer pelo meio ambiente?

Nascido na região do vale do rio Doce, o líder indígena Ailton Krenak questiona a ideia de humanidade como algo separado da natureza. Segundo o autor, reconhecer que fazemos parte da diversidade do nosso ecossistema e que não somos superiores aos demais seres é um dos primeiros passos para adiar o fim do mundo.

“Nosso tempo é especialista em produzir ausências: do sentido de viver em sociedade, do próprio sentido da experiência da vida. Isso gera uma intolerância muito grande com relação a quem ainda é capaz de experimentar o prazer de estar vivo, de dançar e de cantar. E está cheio de pequenas constelações de gente espalhada pelo mundo que dança, canta e faz chover. […] Minha provocação sobre adiar o fim do mundo é exatamente sempre poder contar mais uma história”, diz Krenak.

 

Dica Coronavírus

Hoje, fazem 40 dias que a Esquema Imóveis está em quarentena devido ao Covid-19, conforme recomendado pelos órgãos de saúde e pela administração pública do estado de São Paulo.

Mas de onde surgiu essa prática e quais as origens da palavra? Sabemos que as primeiras quarentenas da história da humanidade foram instauradas no século XIV, para proteger cidades costeiras de pragas epidêmicas.

Na época, os navios que chegavam à cidade de Veneza, na Itália, vindos de portos onde havia doenças infecciosas, eram obrigados a ficar ancorados durante 40 dias, antes que os tripulantes pudessem desembarcar. A palavra “quarentena” deriva do italiano “quaranta giorni” (que significa “40 dias”).

 

Exclusividades

 

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