Especial | Bairros

São Paulo das mulheres

A Esquema Imóveis celebra o Dia Internacional da Mulher com um passeio pelos bairros paulistanos que homenageiam mulheres

 

São Paulo é uma cidade construída por uma mistura extremamente variada de pessoas – muitas delas mulheres. Por isso, no Dia Internacional da Mulher, a Esquema Imóveis selecionou alguns dos bairros da capital paulista que receberam seus nomes em homenagem a mulheres. Vamos conhecer um pouco mais sobre a história dessas regiões?

 

Ana Rosa

Embora a região do Largo Ana Rosa seja considerada como parte do bairro da Vila Mariana, vale conhecer um pouco mais sobre a história desse nome. Foi em 1860 que Ana Rosa de Araújo Galvão recebeu uma herança de seus dois cunhados – os irmãos Manuel José e José Manuel de França. Como se tratava de uma fortuna considerável, a herdeira acabou deixando, em seu próprio testamento, uma boa quantia para a criação de uma instituição que cuidasse de crianças abandonadas.

Após o falecimento de dona Ana, em 1872, foi iniciada a construção dessa que é hoje a mais antiga casa de atendimento à infância do país: a Sociedade Protectora da Infância Desvalida, que tem como objetivo oferecer educação e capacitação profissional a crianças em situação de vulnerabilidade. Originalmente construído no Largo Ana Rosa, mas agora instalado na Vila Sônia, o instituto hoje funciona como Centro de Juventude e Centro Profissionalizante.

A região, que conta com fácil acesso a outros bairros e tem sua estação de metrô, é bem servida com bares e restaurantes, grande variedade de comércio e serviços, além de estar muito próxima à Avenida Paulista.

 

Consolação

Em São Paulo, também há diversos bairros com nomes de santas ou em homenagem a Nossa Senhora. Para os devotos, essa figura representa uma mulher de grande importância, que merece ser celebrada, por trazer consolo espiritual a tantas pessoas.

Por volta de 1870, a Freguesia da Consolação surgiu de uma divisão entre diversas chácaras, na região por onde passava uma pequena rua, que servia de caminho para o bairro de Pinheiros e a cidade de Sorocaba. Foi a Igreja Nossa Senhora da Consolação que deu nome ao bairro, uma vez que, naquele período da história, já representava uma significativa paróquia na capital paulista.

Aos poucos, os barões de café passaram a ocupar a região, com suas mansões. Posteriormente, o local passou a ser procurado por imigrantes, enriquecidos pelo comércio. Hoje, a Consolação ainda é um bairro residencial, com excelentes apartamentos de alto padrão, mas também conta com diversificado comércio e agitada vida noturna.

 

Granja Julieta

Hoje um bairro com excelente qualidade de vida, muita vegetação e imóveis de alto padrão, a Granja Julieta teve sua origem no século XIX, quando a região fazia parte de uma chácara, pertencente a uma família de alemães. Naquela época, o bairro se chamava Chácara dos Belgas.

As terras foram compradas em 1918 pelo empresário Manuel Justino de Almeida, que reformou a residência central da chácara (ela ainda existe, atualmente, como Casa de Repouso Granja Julieta). O nome foi dado em homenagem à dona Julieta de Almeida, esposa de Manuel.

O empresário chegou a construir também um zoológico, na época considerado o maior de uma propriedade particular na América Latina, com onças, macacos, lobos, pavões, ursos, zebras, antílopes, antas e diversos outros animais. Com a morte de Almeida, em 1940, a área foi vendida a um grupo empresarial, que loteou a região a partir dos anos 1950.

 

Jardim Anália Franco

Até o início do século XX, a região do Jardim Anália Franco ainda não havia sido ocupada. Foi em 1901 que a jornalista, professora e escritora Anália Franco comprou uma grande área de terras e construiu nelas a Associação Feminina Beneficente Instrutiva, instituição que permanece em atividade até os dias de hoje.

Anália faleceu em 1919, mas deixou um legado de muita caridade e solidariedade: além de ser uma abolicionista e lutar pelos direitos das pessoas negras, ela foi responsável por fundar dezenas de escolas, dois albergues, uma colônia regeneradora para mulheres e 28 asilos para crianças órfãs, tendo organizado também oficinas de artesanato no interior de São Paulo.

A sede da entidade foi projetada pelo escritório do renomado engenheiro Ramos de Azevedo e, a partir dos anos 1970, a própria associação acabou loteando algumas áreas naquela região. A criação de um parque estadual com 286 mil metros quadrados também ajudou a valorizar os imóveis do bairro. Os primeiros prédios foram erguidos no início da década de 1980 e o Shopping Center Anália Franco foi inaugurado em 1999. Hoje, a área é conhecida como a parte luxuosa do Tatuapé.

 

Jardim Leonor

Na década de 1950, foram urbanizados mais de 2 milhões de metros quadrados na região do Jardim Leonor, ao lado do Morumbi, pelo político e empresário Ademar de Barros, que também era dono da construtora Aricanduva (responsável pela criação de vários bairros na capital paulista).

A homenageada, que deu nome ao bairro, foi dona Leonor Mendes de Barros, esposa de Ademar. O político teve participação ativa na Revolução Constitucionalista de 1932 e faleceu em Paris, em 1969, exilado pelo regime militar. Também foi governador e prefeito de São Paulo.

Atualmente, o Jardim Leonor é uma ótima opção para quem busca moradia na região Oeste da cidade, nas proximidades do Morumbi e Butantã. O bairro é arborizado e tem uma ótima infraestrutura.

 

Santa Cecília

O bairro de Santa Cecília se desenvolveu a partir do loteamento de algumas chácaras. Sua história se iniciou em 1860, quando foi solicitada à prefeitura a construção de uma capela de madeira, o que acabou sendo um chamariz para novos moradores. Muitos anos depois, a capela foi demolida para a construção da atual igreja.

Em 1887, o local que se tornaria o Largo de Santa Cecilia era apenas um campinho, no limite extremo da cidade. Foi também nessa época que se deu a construção da mansão de dona Veridiana, uma residência em estilo renascentista francês, que hoje é considerada patrimônio histórico do bairro vizinho, Higienópolis.

Uma região tranquila e descolada, com imóveis ideais para retrofit e reforma, Santa Cecília tem sido procurada para moradia de pessoas mais jovens, devido à facilidade para transporte e diversas opções de comércio.

 

Vila Leopoldina

No início do século XIX, a área da Vila Leopoldina, que era conhecida como Várzea dos Correias, pertencia a João Correia da Silva. Anos depois, foi vendida para jesuítas alemães. O sítio foi dividido em 1984 e loteado uma década depois, quando a empresa E. Richter & Company apostou em uma jogada publicitária, alugando barcos para os possíveis compradores conhecerem os lotes passeando pelo Rio Tietê.

O nome do bairro não foi escolhido em homenagem à princesa Leopoldina, como muitos podem pensar, mas sim à dona Leopoldina Kleeberg, uma das sócias da empresa loteadora. Mas foi somente em 1926 que a incorporadora Siciliano & Silva e o empresário Antônio Vilares conseguiram realmente lotear o terreno pantanoso da região.

O desenvolvimento se deu na década de 1950, com a construção do Centro Industrial Miguel Mofarrej, que deu nova vida à Vila Leopoldina. Outro fator interessante para o bairro foi a inauguração do Ceagesp.

 

Vila Madalena

Um bairro que une perfeitamente a animada vida noturna e a tranquilidade de ruas arborizadas, a Vila Madalena surgiu de uma área chamada Sítio do Buraco. As terras pertenciam a um grande fazendeiro, que tinha três filhas: Ida, Beatriz e Madalena. As três mulheres viraram nomes de bairros, mas não há dúvidas de que a Vila Madalena se tornou a estrela dessa região.

O primeiro loteamento aconteceu em 1920 e a energia elétrica chegou ao bairro somente em 1928. Mas foi no início da década de 1970, quando o regime militar fechou o Conjunto Residencial da Universidade de São Paulo, que a região se tornou procurada por jovens estudantes, o que impulsionou a fama de bairro boêmio.

A partir dos anos 1980, os botecos foram substituídos por bares da moda e o comércio se expandiu, até que a Vila Madalena se tornou um reduto de músicos e artistas plásticos, ganhando o status alternativo e descolado que mantém até os dias de hoje.

 

Vila Mariana

A região da Vila Mariana, que hoje é muito procurada por seus imóveis de alto padrão, infraestrutura de serviços e opções culturais, já foi conhecida com o nome de Cruz das Almas e fazia parte da estrada que levava até a cidade de Santos. Em 1878, foi chamada de Colônia, com a chegada de imigrantes italianos, que estabeleceram chácaras e pomares.

Há algumas versões para a mudança do nome do bairro para Vila Mariana. Entre 1883 e 1886, foi construída a estrada de ferro até Santo Amaro, cujo engenheiro era Alberto Kuhlman. Há quem diga que o nome da região foi dado em homenagem à esposa de Kuhlman, Mariana. Outra versão defende que Vila Mariana veio da junção de dois nomes: Maria, ou dona Mariquinha (a esposa de Carlos Petit, um dos mais importantes moradores do bairro, e uma das primeiras professoras dali) e Ana (a mãe de Petit).

 

Vila Nova Conceição

Um dos bairros mais valorizados de São Paulo, a Vila Nova Conceição passou de região rural a bairro em desenvolvimento por volta de 1885, com a inauguração de um matadouro e de uma estação de bondes. Já em 1916, quando a área ainda era ocupada por chácaras de portugueses e italianos (o nome, aliás, vem de Nossa Senhora da Conceição, santa padroeira de Portugal), foi criado o distrito do Ibirapuera, que acabaria se tornando, em 1954, o Parque Ibirapuera.

Na década de 1980, com o esgotamento imobiliário em regiões como os Jardins e o Itaim, a Vila Nova Conceição começou a ser muito procurado por incorporadoras e construtoras. Os casarões foram demolidos e dezenas de edifícios de alto padrão começaram a ser construídos, transformando de forma drástica a paisagem da região, que ainda hoje é uma das áreas residenciais mais cobiçadas de São Paulo.

 

Vila Olímpia

Embora tenha nome de mulher, a Vila Olímpia na realidade teve como inspiração uma cidade: Olímpia, na Grécia antiga, onde se originaram os jogos olímpicos. A palavra, aliás, vem do Monte Olimpo – que, para os gregos, era a casa dos deuses.

Formada por chácaras e terrenos alagados por córregos (que foram aterrados), em seus primórdios a região fazia parte da Chácara Itaim, mas foi loteada a partir dos anos 1930. A virada se deu em 1990, com dois grandes projetos realizados pela prefeitura: a construção das avenidas Nova Faria Lima e Hélio Pellegrino, que tornaram o acesso ao bairro muito mais fácil. Hoje, a Vila Olímpia continua sendo muito valorizada pelo mercado imobiliário e procurada por suas ruas tranquilas e arborizadas.

 

Vila Sônia

A região, assim como várias outras da capital paulista, surgiu como uma grande chácara, pertencente ao médico Antônio Bueno e a Joaquim Manuel da Fonseca. O nome foi dado em homenagem a uma das filhas de Bueno.

Até os anos 1940, a área se resumia a uma mata de eucaliptos, mas passou a se desenvolver a partir da década de 1960, por conta da proximidade com o Morumbi. Por volta de 1990, diversas construtoras passaram a erguer condomínios verticais no bairro, o que também aumentou seu adensamento populacional.

 

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