O mercado imobiliário brasileiro chega a 2026 em um momento de transição. Após um ciclo marcado por taxas de juros elevadas, instabilidade política e maior cautela dos investidores, o setor começa a enxergar um cenário mais construtivo, especialmente nos grandes centros urbanos. Em cidades como São Paulo, onde o mercado imobiliário de alto padrão apresenta oscilações, os sinais de retomada ganham ainda mais relevância.
Para compreender quais tendências devem moldar esse ano, conversamos com Marco Túlio, CEO da Esquema Imóveis, que analisa os principais fatores econômicos, comportamentais e urbanos.
Taxa de juros e eleições: os movimentos que moldam 2026
De acordo com Marco Túlio, dois movimentos observados em 2025 seguem como vetores centrais para o mercado imobiliário em 2026. O primeiro é a expectativa de redução da taxa de juros, que influencia diretamente o crédito imobiliário, o custo do financiamento e o apetite por investimentos em imóveis. Com juros mais baixos, o capital tende a migrar de aplicações financeiras para ativos reais, impulsionando a compra de imóveis residenciais e comerciais.
O segundo fator é o ano eleitoral, tradicionalmente associado à maior instabilidade econômica. Em períodos de eleição presidencial, o mercado financeiro reage de forma mais sensível, e o mercado imobiliário de 2026, embora mais estável, também sente os reflexos. Oscilações na bolsa, mudanças de expectativa e todo o tipo de decisões fazem parte desse contexto.

O aprendizado de 2025: resiliência do mercado imobiliário
Mesmo diante de juros altos e incertezas políticas no Brasil e no cenário internacional, o mercado imobiliário mostrou um desempenho mais resiliente do que o esperado em 2025. Em especial no segmento de imóveis bem localizados e no mercado de alto padrão em São Paulo, a demanda permaneceu ativa, ainda que mais seletiva.
Esse comportamento reforça a percepção de que o imóvel segue sendo um ativo seguro, capaz de atravessar ciclos econômicos adversos. Para Marco Túlio, essa resiliência sustenta a visão de que 2026 tende a ser um bom momento para investir em imóveis.
Imóvel como investimento
O papel do imóvel dentro de uma carteira de investimentos varia conforme o perfil do investidor. Para investidores conservadores, o imóvel continua sendo um ativo defensivo, associado à preservação patrimonial, geração de renda com locação e menor exposição à volatilidade dos mercados financeiros.
Já investidores com perfil mais estratégico tendem a analisar o mercado imobiliário de forma tática, avaliando oportunidades específicas, ciclos de valorização, localização e potencial de liquidez. Nesse contexto, imóveis residenciais em bairros consolidados de São Paulo seguem como uma escolha recorrente para quem busca equilíbrio entre segurança e retorno.

Comportamento do comprador
Um dos movimentos mais evidentes observados em 2025 foi o aumento da procura por imóveis para locação, impulsionado principalmente pelo custo elevado do crédito imobiliário. Com financiamentos mais caros, muitos compradores optaram por permanecer no aluguel, o que aqueceu o mercado de locação residencial, especialmente em regiões bem localizadas.
Para 2026, a expectativa é que esse comportamento comece a se reequilibrar gradualmente, à medida que as condições econômicas se tornem mais favoráveis e o financiamento volte a ser uma opção mais acessível para parte do público.
Os critérios de escolha de um imóvel mudam conforme o contexto econômico e social. Após a pandemia, por exemplo, houve uma forte valorização de imóveis com home office, áreas externas e espaços de convivência. Mais recentemente, determinados atributos passaram por um boom de procura, como casas com quadra de tênis, refletindo tendências de lifestyle e movimentos culturais que influenciam diretamente o mercado imobiliário.
Arquitetura, sustentabilidade e tecnologia no centro do produto imobiliário
Para 2026, Marco Túlio aponta que arquitetura, sustentabilidade e tecnologia devem ganhar ainda mais protagonismo, sobretudo no mercado de casas. O projeto arquitetônico torna-se um fator decisivo de valorização, com uma revalorização de uma arquitetura mais brasileira, acolhedora e integrada às áreas externas.
Tecnologia e soluções sustentáveis passam a fazer parte do conceito do imóvel, contribuindo para eficiência energética, conforto e valorização de longo prazo. Esses pilares não atuam de forma isolada, mas como um conjunto que qualifica o produto imobiliário.

Bairros consolidados seguem como principal escolha
No mercado imobiliário de alto padrão, a preferência por bairros consolidados permanece como um dos principais fatores decisórios. Para esse público, localização representa segurança, liquidez e previsibilidade de valorização. Em São Paulo, regiões já estabelecidas continuam sendo vistas como escolhas mais assertivas, com menor risco e maior estabilidade patrimonial.

A visão da Esquema Imóveis para o futuro do mercado
Mesmo com o avanço das ferramentas digitais, Marco Túlio destaca que o alto padrão segue sendo um mercado de relações. O digital amplia o alcance, melhora a comunicação e gera novas oportunidades, mas não substitui o atendimento humano, a curadoria especializada e a construção de confiança entre corretor, marca e cliente.
Para quem planeja comprar ou investir nos próximos anos, o conselho é direto: priorizar localização, optar por regiões consolidadas e contar com a orientação de especialistas. No mercado imobiliário, decisões bem fundamentadas seguem sendo o caminho mais seguro para preservar valor, atravessar ciclos econômicos e construir patrimônio no longo prazo.
Entre em contato com os corretores da Esquema Imóveis e tenha acesso a um atendimento personalizado, baseado em curadoria, conhecimento de mercado e leitura precisa do seu perfil e dos seus objetivos para 2026.