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Chave MICHELIN: os hotéis brasileiros reconhecidos pelo Guia

O Guia MICHELIN ampliou seu olhar sobre a experiência de viajar. Conhecido mundialmente pelas estrelas concedidas a restaurantes, passou também a reconhecer hotéis que se destacam pela arquitetura, personalidade, serviço e relação com o destino por meio das Chaves MICHELIN.

Na primeira seleção brasileira, 20 hotéis receberam a distinção, distribuídos entre cidades, praias, montanhas e alguns dos cenários naturais mais emblemáticos do país. Mais do que endereços sofisticados, são lugares em que arquitetura, interiores, paisagem e hospitalidade ajudam a construir a experiência da viagem.

Conheça os hotéis brasileiros que receberam Chaves MICHELIN na seleção de 2025.

Hotéis com três Chaves MICHELIN

1. Hotel das Cataratas, A Belmond Hotel — Foz do Iguaçu

Em meio ao Parque Nacional do Iguaçu, o Hotel das Cataratas ocupa uma posição difícil de reproduzir: está diante de uma das paisagens naturais mais conhecidas do Brasil. Instalado em um edifício de inspiração colonial, combina interiores de atmosfera clássica com a presença constante da Mata Atlântica. A localização permite uma experiência particularmente próxima das Cataratas do Iguaçu, transformando a natureza em protagonista da hospedagem.

2. Rosewood São Paulo — São Paulo

No complexo Cidade Matarazzo, próximo à Avenida Paulista, o Rosewood São Paulo reúne patrimônio histórico, arte e arquitetura contemporânea. O projeto combina a antiga Maternidade Condessa Filomena Matarazzo com uma torre desenhada por Jean Nouvel, enquanto Philippe Starck assina os interiores. Obras de artistas e artesãos brasileiros aparecem ao longo dos ambientes, reforçando a relação do hotel com a cultura do país.

Hotéis com duas Chaves MICHELIN

3. Copacabana Palace, A Belmond Hotel — Rio de Janeiro

Inaugurado em 1923, o Copacabana Palace faz parte da própria paisagem do Rio de Janeiro. Sua fachada voltada para a Avenida Atlântica e a arquitetura de influência europeia ajudaram a construir um dos grandes símbolos da hotelaria brasileira. Mais de um século depois de sua abertura, permanece ligado à história cultural e social de Copacabana.

4. Palácio Tangará — São Paulo

Ao lado do Parque Burle Marx, o Palácio Tangará propõe uma experiência pouco comum dentro de São Paulo. Cercado pelo verde, o hotel estabelece uma relação direta com a paisagem e cria uma sensação de afastamento do ritmo da metrópole, mesmo permanecendo conectado a importantes regiões da cidade. Os interiores clássicos e os jardins reforçam essa atmosfera de refúgio urbano.

Hotéis com uma Chave MICHELIN

5. Fasano Angra dos Reis — Angra dos Reis

Entre o mar e a Mata Atlântica, o Fasano Angra dos Reis está inserido na Fazenda Boa Vista Marinas, com uma arquitetura que privilegia a paisagem da Costa Verde. Varandas, grandes aberturas e ambientes voltados para o exterior aproximam os hóspedes do cenário natural, enquanto a linguagem contemporânea mantém a identidade característica da marca Fasano.

6. Kenoa Exclusive Beach & Spa Resort — Barra de São Miguel

No litoral de Alagoas, o Kenoa aposta na integração entre arquitetura e natureza. Materiais naturais, volumes de linhas simples e ambientes abertos para o mar criam uma experiência marcada pela paisagem tropical. A proposta é intimista e valoriza a sensação de isolamento, com poucas acomodações e forte conexão com o entorno.

7. Botanique Hotel & Spa — Campos do Jordão

Na Serra da Mantiqueira, o Botanique interpreta a hospitalidade a partir da paisagem brasileira. Pedra, madeira e grandes superfícies de vidro aproximam os interiores da vegetação e das montanhas. O projeto evita referências tradicionais aos hotéis alpinos da região e procura construir uma identidade diretamente relacionada ao território brasileiro.

8. Awasi Santa Catarina — Governador Celso Ramos

Voltado para uma experiência reservada junto ao litoral catarinense, o Awasi Santa Catarina está cercado pela Mata Atlântica e pelo mar. Suas acomodações preservam a privacidade e estabelecem uma relação próxima com a natureza, fazendo da paisagem um dos principais elementos da estadia.

9. Txai Resort Itacaré — Itacaré

Inserido em uma extensa área de Mata Atlântica no litoral baiano, o Txai Resort Itacaré trabalha com construções de baixa altura e ambientes integrados à vegetação. A arquitetura procura interferir pouco na leitura da paisagem, enquanto praia, floresta e jardins definem a experiência do lugar.

10. Barracuda Hotel & Villas — Itacaré

Também em Itacaré, o Barracuda Hotel & Villas traduz referências locais em uma linguagem contemporânea. Madeira, fibras naturais, peças artesanais e espaços abertos estabelecem uma conexão direta com a cultura e a paisagem baianas. O resultado é uma hospitalidade menos formal, mas cuidadosamente construída em torno do destino.

11. Fasano Boa Vista — Porto Feliz

A cerca de uma hora de São Paulo, o Fasano Boa Vista leva a linguagem da marca para uma paisagem de campo. O projeto privilegia horizontes amplos, vegetação e integração entre os ambientes internos e externos. A proximidade com a capital transforma o hotel em um refúgio para estadias curtas sem se afastar completamente da dinâmica paulistana.

12. Fasano Trancoso — Trancoso

No litoral sul da Bahia, o Fasano Trancoso ocupa uma área cercada por vegetação nativa e voltada para o mar. As construções aparecem de maneira discreta na paisagem, com materiais e tonalidades que dialogam com o entorno. A experiência combina a linguagem da marca com a atmosfera particular de Trancoso.

13. Hotel Santa Teresa Rio MGallery — Rio de Janeiro

Em uma antiga fazenda de café no bairro de Santa Teresa, o hotel propõe uma experiência diferente daquela encontrada na orla carioca. Jardins tropicais, peças de design brasileiro e referências históricas convivem em ambientes de escala mais intimista, em sintonia com o caráter artístico do bairro.

14. Fasano Salvador — Salvador

Instalado em um edifício histórico na Praça Castro Alves, o Fasano Salvador ocupa a antiga sede do jornal A Tarde. A adaptação preservou elementos da construção original e incorporou uma linguagem contemporânea aos interiores. Do terraço, a vista para a Baía de Todos-os-Santos reforça a relação do hotel com o centro histórico e a geografia de Salvador.

15. Fera Palace Hotel — Salvador

Também no centro de Salvador, o Fera Palace recuperou um edifício histórico inaugurado originalmente na década de 1930. Elementos Art Déco, interiores contemporâneos e a proximidade com importantes marcos culturais da cidade fazem da arquitetura uma parte importante da experiência.

16. Emiliano São Paulo — São Paulo

Na Rua Oscar Freire, o Emiliano construiu uma identidade marcada pela discrição. Arquitetura contemporânea, interiores de linhas limpas e uma escala mais reservada estabelecem uma relação particular com os Jardins. Em vez de monumentalidade, o projeto privilegia materiais, proporções e detalhes.

17. Fasano São Paulo — São Paulo

Também nos Jardins, o Fasano São Paulo é uma das referências da hotelaria contemporânea da cidade. O projeto de Isay Weinfeld e Marcio Kogan trabalha com materiais como madeira, tijolos e couro em ambientes de atmosfera sóbria. Sua arquitetura ajudou a consolidar uma linguagem brasileira própria para a hotelaria urbana.

18. Pulso Hotel Faria Lima — São Paulo

Entre os representantes mais recentes da hotelaria paulistana, o Pulso está localizado próximo à Avenida Faria Lima. Com projeto arquitetônico de Marcio Kogan e interiores do Studio MK27, propõe ambientes contemporâneos e uma relação próxima com arte, design e gastronomia, refletindo o perfil atual dessa região de São Paulo.

19. Carmel Taíba Exclusive Resort — São Gonçalo do Amarante

No litoral cearense, o Carmel Taíba explora a relação entre arquitetura, clima e paisagem. Os espaços se abrem para o oceano e incorporam materiais naturais e tons associados ao entorno. A baixa densidade das construções preserva a sensação de amplitude e tranquilidade.

20. Toca da Coruja — Pipa

Em meio à vegetação de Pipa, no Rio Grande do Norte, a Toca da Coruja propõe uma hospedagem de escala intimista. Bangalôs distribuídos entre jardins tropicais criam uma relação próxima com a natureza, enquanto madeira, objetos artesanais e referências brasileiras ajudam a construir a identidade dos espaços.

Uma nova leitura sobre a hospitalidade brasileira

A seleção de hotéis com Chave MICHELIN revela diferentes maneiras de interpretar hospedagens no Brasil. Há edifícios históricos em grandes cidades, projetos contemporâneos cercados pela Mata Atlântica, hotéis voltados para praias praticamente preservadas e refúgios onde a arquitetura procura desaparecer diante da paisagem.

Apesar das diferenças, muitos desses endereços compartilham uma característica: a experiência não termina nos limites do quarto. Arquitetura, design, gastronomia, natureza e identidade local passam a fazer parte de uma mesma narrativa.

Talvez seja justamente esse o aspecto mais interessante das Chaves MICHELIN. Assim como uma casa pode traduzir determinada maneira de viver, um hotel também pode oferecer uma nova forma de perceber um lugar — ainda que seja apenas por alguns dias.

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