Ao contratar um financiamento imobiliário, compreender como a dívida será amortizada é tão importante quanto avaliar juros, prazo e valor de entrada. Entre os modelos utilizados no Brasil estão os sistemas SAC e Price. Embora ambos distribuam o pagamento ao longo dos anos, a evolução das parcelas e da amortização ocorre de maneiras diferentes.
Como funciona o sistema SAC
No Sistema de Amortização Constante (SAC), a parcela destinada à redução do saldo devedor permanece constante. Como os juros incidem sobre um saldo que diminui progressivamente, as prestações tendem a começar mais altas e cair ao longo do financiamento.
Para quem compra um imóvel em São Paulo, inclusive em regiões valorizadas como Jardins, Itaim Bibi ou Vila Nova Conceição, esse comportamento pode ser relevante na organização financeira de longo prazo.
Como funciona a Tabela Price
Na Tabela Price, as prestações são calculadas para permanecer constantes dentro das condições contratadas. No início, uma parcela maior do pagamento corresponde aos juros; com o passar do tempo, aumenta a participação destinada à amortização.
Por isso, comparar SAC e Price exige observar não apenas o valor inicial da prestação, mas também o custo efetivo total, a taxa contratada, o prazo e eventuais indexadores.
Qual sistema escolher?
Não existe uma modalidade universalmente melhor. A escolha depende da capacidade financeira, do prazo pretendido e da estratégia patrimonial de cada comprador.
Em um financiamento imobiliário, entender como a dívida evolui permite analisar a compra de forma mais consistente. Especialmente no mercado imobiliário de São Paulo, onde os valores envolvidos podem ser significativos, comparar cenários antes da contratação ajuda a incorporar o financiamento ao planejamento patrimonial com maior clareza.