Especial | Bairros

O tradicional bairro de Perdizes

Mobilidade, infraestrutura e opções de lazer garantem aos moradores desse bairro bem-estar e qualidade de vida

 

Um bairro histórico, que acompanhou o desenvolvimento de São Paulo, Perdizes possui estrutura completa de comércio e serviços, com todo o necessário para viver bem. Localizada na zona oeste de São Paulo, a região possui o terceiro maior IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) entre os distritos da cidade, com uma pontuação de 0,972. Educação superior, alta renda e expectativa de vida são algumas das características dos moradores desse bairro.

Entre as maiores vantagens de Perdizes estão os ótimos colégios e faculdades. “O bairro se destaca por oferecer muitas opções educacionais, desde instituições tradicionais, como a PUC, os colégios Santa Marcelina, Pentágono, Sagrado Coração de Jesus e o Colégio Batista Brasileiro, até casas de cultura, como A Casa Tombada”, explica Lica Maia, corretora da Esquema Imóveis.

De acordo com a especialista, Perdizes também se destaca pelo patrimônio histórico, incluindo instituições como o TUCA – Teatro da PUC (fundado em 1965 e considerado um importante marco cultural da cidade), o Clube Português de São Paulo, local de encontro da comunidade portuguesa, e a Igreja de São Geraldo (que substituiu a antiga Capela de Santa Cruz), onde se encontra o Sino Bronze Velho, um artefato centenário que anunciou a independência do país, em 1822.

 

Igreja de São Geraldo, em Perdizes

 

A mobilidade em Perdizes é outro grande destaque, segundo a corretora. A Avenida Matarazzo, uma das principais vias de acesso à região, facilita a locomoção para outros bairros. Além disso, os moradores podem contar com uma ciclovia e diversas linhas de ônibus. “A ciclovia da Avenida Sumaré tem quase 3 quilômetros de extensão, começando na Rua Turiassu e indo até a Rua Lisboa. Apesar da movimentação de carros, a faixa é arborizada e sinalizada, com pedestres praticando esportes ou passeando com seus animais de estimação”, conta Lica.

Estações de metrô, como Sumaré, Palmeiras/Barra Funda e Vila Madalena, também podem ser acessadas sem dificuldade. “O bairro integra ainda o projeto da Linha Laranja do metrô”, ressalta a corretora. “A região é muito bem localizada e faz fronteira com Sumaré, Água Branca, Barra Funda, Pacaembu e Vila Pompéia. Outra vantagem é que está perto da área central e de muitos locais importantes da cidade, como a Avenida Paulista, Vila Madalena e Pinheiros.”

 

Opções de lazer e serviços

A infraestrutura com certeza é um fator que torna Perdizes um dos bairros mais nobres e cobiçados de São Paulo. Há uma vasta disponibilidade de mercados, farmácias, padarias, bancos e centros hospitalares, inclusive uma unidade do Hospital Albert Einstein. “Não é necessário sair da região para nada. Além disso, as ruas são arborizadas e com vistas maravilhosas, o que contribui para a alta qualidade de vida e o bem-estar de seus moradores”, afirma a corretora.

Perdizes oferece ainda diversas opções para quem tem uma vida social ativa, com programas que agradam a toda a família. Além do calçadão de bares na Avenida Professor Afonso Bovero, podem ser encontrados ali os restaurantes mais variados, assim como estabelecimentos que funcionam 24 horas. Na gastronomia, destacam-se o Restaurante Arabesco (famoso pela culinária árabe), o Zé do Hambúrguer (lanchonete com decoração no estilo dos anos 1960) e pizzarias tradicionais, como Bráz e Veridiana.

“As ladeiras de Perdizes podem até tirar o fôlego de alguns moradores, mas trazem charme ao bairro e certamente não são empecilho para quem busca diversão”, salienta Lica. As opções culturais são inúmeras, incluindo variadas atividades e exposições no Memorial da América Latina (localizado em uma área de 84 mil metros quadrados, próxima ao terminal rodoviário Barra Funda).

 

TUCA – Teatro da PUC

 

É possível também conferir peças teatrais no TUCA, no Teatro Sesc Pompeia e no Teatro Bradesco, localizado dentro do Shopping Bourbon. O shopping, oferece várias outras opções de lazer, como as modernas salas de cinema do Espaço Itaú e a impressionante sala IMAX (a primeira com essas dimensões no Brasil), a Livraria Cultura e o hipermercado Záffari, além de lojas de grifes nacionais e internacionais, entre elas Tommy Hilfiger, Crawford, Victor Hugo e Forever 21.

“Para quem gosta de natureza, o Parque da Água Branca fica bem próximo e tem uma feira de produtos orgânicos às terças-feiras, sábados e domingos, onde é possível comprar frutas, verduras e outros itens direto do produtor”, observa Lica. Com uma arena para eventos e equitação, o parque dispõe de teatro, academia, pistas de caminhada e playground, abrigando ainda o Museu Geológico. Uma curiosidade é que, no local, os visitantes podem encontrar galinhas, pavões e outras aves circulando livremente entre a vegetação.

 

Parque da Água Branca

 

Já o Parque Zilda Natel, próximo à estação de metrô Sumaré e de fácil acesso aos moradores de Perdizes, é uma área dedicada à prática de atividades ao ar livre, com quadra de basquete, pista de skate com rampas e corrimões, academia para a terceira idade e mesas para jogos de tabuleiro. “Agora, se o objetivo é esporte e shows, as opções são o Estádio Pacaembu e o Allianz Parque, também conhecido como Arena Palmeiras”, completa Lica.

 

Allianz Parque

 

Mercado imobiliário

Ao longo dos anos, o bairro de Perdizes passou por algumas transformações e se tornou bastante verticalizado. Quarteirões inteiros, que antigamente abrigavam sobrados geminados, deram lugar a empreendimentos residenciais de alto padrão. Essa mudança na paisagem também fez surgirem novos estabelecimentos comerciais, bares, restaurantes e lojas de grandes marcas. “Atualmente, o bairro é composto, na sua maioria, por condomínios residenciais e um menor número de casas, mas também há empresas e um comércio local ativo”, comenta a corretora.

 

Vista de apartamento em Perdizes

 

No que diz respeito ao estilo arquitetônico, pode-se dizer que Perdizes apresenta uma arquitetura eclética, uma vez que edificações neoclássicas foram construídas ao lado de icônicos projetos do modernismo brasileiro, como o Edifício João Ramalho, de 1953, dos arquitetos Plínio Croce, Roberto Aflalo e Salvador Cândia, a Casa Czapski (1949), de Vilanova Artigas, a Igreja São Domingos (1953), projetada por Franz Heep, e o Edifício Estação Telesp (1977), de Sérgio Teperman e Paulo Lepage.

Quanto ao perfil dos apartamentos na região, podem ser encontrados imóveis de um a quatro dormitórios, com metragem variável. Segundo a corretora, a média de valores, em Perdizes, fica entre R$ 9 mil e R$ 15 mil por metro quadrado. No que diz respeito aos imóveis de alto padrão, os apartamentos tendem a ser amplos e com grandes janelas.

 

Os apartamentos em Perdizes tendem a ser amplos e com grandes janelas

 

“Os moradores do bairro conseguem caminhar pelas ruas com segurança e tranquilidade, já que a maioria dos condomínios possuem monitoramento próprio”, destaca Lica. Além disso, estão localizados em Perdizes um distrito da Polícia Civil e um batalhão da Polícia Militar.

 

História do bairro

Com suas ruas arborizadas, casarões tombados e muitos prédios de classe média e alta, Perdizes certamente já deixou para trás seu passado rural, embora ainda mantenha um pouco da tranquilidade de suas origens. O bairro teve seu início em 1850, quando Joaquim Alves Fidelis e Maria de Santa Rixa fixaram residência nas proximidades do Pacaembu. Na época, a região tinha muitas árvores, por isso os fundos do terreno do casal foram tomados por perdizes – aves bastante ruidosas.

Conhecido como “quintal das Perdizes”, o tradicional bairro paulistano foi oficializado na planta da cidade em 1897, acompanhando o desenvolvimento de regiões próximas, como a Lapa e a Barra Funda. Contudo, enquanto os bairros vizinhos recebiam fábricas e linhas de trem, Perdizes manteve suas árvores, riachos e clima de interior, como um ponto verde na selva de concreto. Tanto que suas ruas, que foram surgindo com o passar do tempo, ganharam nomes indígenas, em sua maior parte.

 

O bairro de Perdizes, no início dos anos 1960

 

Perdizes teve um grande crescimento nos anos 1940, por conta da chegada do bonde que conectava o bairro à Praça do Correio, com outra linha que ligava o Largo das Perdizes e da Pompeia à Barra Funda, o que favoreceu a circulação de estudantes. Foi a partir desse período que a região recebeu calçamento, sistema de água e de esgoto. Já em 1949, foi fundada a Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), ocupando o antigo prédio do Mosteiro de Santa Teresa.

 

Campus da PUC-SP

 

Nas décadas seguintes, Perdizes foi se verticalizando e recebendo os condomínios residenciais de alto padrão que hoje são característicos da região, ao mesmo tempo em que manteve seu patrimônio histórico e a arborização que garante a qualidade de vida no bairro, tornando-o um verdadeiro oásis em meio à agitação da metrópole.

 

 

Conheça todos os imóveis disponíveis em Perdizes.

 

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